sábado, 30 de janeiro de 2016

Finda a Minha Vida

Procuro encontrar-me num caminho
Que fuja aquilo a que chamam destino
Sinto no fundo da minha alma
A esperança e calma que me acompanham
Num dia em que a chuva cai e o dia passa

Nunca, jamais, em momento algum
Deixarei que me consumam por dentro
O arrependimento que um dia se apoderou de mim
Desvanecerá no dia em que chegar o meu fim

O colapso nunca será a minha solução
Por muito que a razão sucumba ao coração
Os passos dados nesse sentido destrutivo
Apenas fazem de mim um mero aprendiz
Daquilo que muitos podem considerar um ser vivo

Oh, a minha amada
A razão pela qual desembenho a espada
Nunca saberá qual a minha verdadeira essência
A ignorância consegue mesmo ser uma benção
Evitando que males maiores aconteçam

É por isso que me fecho ao culto
No silêncio que em vida procuro
Igual ao silêncio que terei no meu túmulo
Onde posso apreciar os meus pensamentos
Que tantas voltas dão entre os sentires e os medos

Eu possuo apenas e só uma única certeza
Nasci com um propósito e uma sentença
Se pudesse moldar essa crença
Essa fé que tanto procuram na minha fraqueza
Seria narcisista até depois do meu Fado alcançado

Está cada vez mais próximo
Sinto-o sussurrar ao meus ouvidos de forma gélida
Numa alma já de si efémera
Nas minhas entranhas sinto o vazio
Na minha solidão encontro-me comigo

Basta! Chega de viver com ilusões
A realidade, besta sem escrúpulos
Pensa que me vence em todas as ocasiões
Mas o verdadeiro mágico guarda sempre o melhor truque para a saída
Rufem os tambores! Galvanizem-se amigos e inimigos
Hoje dou por terminada a minha existência! Finda a minha vida!




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