quarta-feira, 11 de maio de 2016

Obrigado, mas chega. Ponto final.

Por vezes, chega-mos a uma altura em que nos vemos confrontados com as nossas falhas. Algo que é perfeitamente normal, não fosse essa uma forma de evoluirmos enquanto pessoas. O problema não vem desse confronto, mas da forma como é feito. Quando damos o nosso melhor, mas que não é reconhecido, cansa. Quando batalhamos pela verdade, mas tudo o que recebemos são críticas que nos remetem para um lugar do qual poderemos já não sair, desmotiva. O problema não está na verdade em si, mas na forma como esta incomoda por ser inconveniente.

Pensei, repensei e voltei a pensar novamente naquilo que me faz escrever. É o gosto pela escrita, a liberdade pela qual posso contar uma história e a beleza com com a qual posso descrever qualquer situação que eu considere útil. E eu escrevi. Escrevi com um romanticismo que permite explanar a toda a força essa paixão transmitida pelos outros. Não sou um contador de histórias e muito menos um repórter. Pelo contrário, sou um mero escriba, que procura ter a arte de escrever transmitindo uma mensagem, que não seja vazia. Eu não prometo falhar nem escrevo pelas mil e uma citações. Muito menos me considero um guia espiritual com a mania que sabe muito da vida. Não. Eu escrevo. Escrevo com o mesmo prazer da Geração de 70 e da Geração d'Orpheu. Escrevo pela arte livre, escrevo pela própria arte, sem rodas nem rodeios e sem me considerar um artista. Nunca, jamais em tempo algum critiquei alguém que escrevesse. Minto. Eu critiquei tantos autómatos pela forma fácil com que escrevem. Não me revejo nessa futilidade nem nessa forma quase assassina de tratar a escrita. Cópias rascas daquilo que eu tentei fazer. Aqui e noutros blogs da minha autoria. Eu fui sério, eu fui parvo, eu brinquei com a actualidade e questionei a minha realidade. De que me valeu isso? De nada! Aliás, valeu-me para perder qualquer crédito que poderia minimamente ter, tudo por causa de uma simples falha. Uma falha inconveniente.

 E de que valeu? Pois bem, valeu de nada e de uma guerra que eu poderia vencer, não fosse o cansaço. A minha vontade de escrever continua intacta, mas não quero mostrar quaisquer textos que possam surgir de minha parte. Foram injustos para comigo e isso afectou-me. Das poucas coisas que me afectou até hoje. Porque me afectou? Porque aquilo que fiz, não foi feito pela obrigação de fazer. Foi feito por gosto, por respeito e com paixão. É pena que poucos metam os olhos naquilo que fazem, mas preferiam viver de um ataque desmesurado e carregado de ódio. Sun Tzu dizia que a melhor forma de ganhar ao inimigo era ser o primeiro a chegar ao campo de guerra impondo o ritmo da guerra. Sim, eu poderia fazê-lo, com uma facilidade assustadora e que derrubaria muitas das coisas que convém estarem por ali, vazias e sem ninguém...mas que estão. Tratar algo puro como um "deixa-te estar aí, que fazes-me falta para..." é de baixo carácter. Sou a favor de transmitir bons valores, mas não fazer uso de algo que os transmita. Batalhar todos os dias por esses valores, em qualquer quadrante da minha insignificante vida, é algo que me orgulho de dizer. Sem interesses e sem rodeios. Apenas pelo gosto de o fazer.

Ponderei, nestes dias, sobre se haveria de continuar a escrever ou parar de vez. Pois bem, a minha decisão está tomada. Vou mesmo parar de o fazer. Este é o último texto que irei escrever neste blog, que tem sido espaço de desabafo de pensamentos, histórias, poemas, cartas...e ficou tanto por escrever! Tantas vezes que abri este espaço para escrever sobre tantos assuntos e não o fiz. Tantos rascunhos que foram eliminados. Foram demasiadas conversas que não tive. Também os restantes blogs da minha autoria não receberam mais textos. A vontade de continuar é muita, mas sob o risco de escrever algo incomodativo, prefiro abdicar dessa minha posição.

Obrigado a quem leu e a quem partilhou textos e pensamentos. Obrigado a quem citou, mesmo descontextualizando a essência da mensagem tornando algo forte numa citação fútil. Obrigado a quem soube tirar a verdadeira essências do que aqui foi partilhado. Obrigado a quem sentiu prazer ao ler os textos e a quem me incentivou a continuar a escrever. Obrigado, mas chega.

Ponto final


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Divagar como quem Navega

Não consigo evitar ouvir a Sometimes It Ends de Asking Alexandria enquanto escrevo este texto. Digo-o porque, de facto, é a única coisa que vejo neste momento. Que as coisas podem acabar. Que os outros podem cair. Eu prefiro manter-me de pé. Lá porque vivo numa realidade destrutiva distorcida, não significa que não seja capaz de brilhar mais que os outros. Nem é isso que vem ao acaso. Neste momento, a única coisa que me importa realmente é saber aquilo que fiz ao longo deste tempo todo. Podia enumerá-las e tornar este texto mais curto que a carreira da Amy Whinehouse. Ou mais misterioso que a própria imagem de Carlos Fradique Mendes. Não...vou fazê-lo como gosto e escrever até que me aborreça. E sim, esta minha atitude é um dos grandes muros que me impedem de já ter escritos uns quantos livros ou ter feitos umas quantas músicas novas. O meu maior defeito? Aborrecer-me.

É verdade que tenho saudades tuas. O mais engraçado disto tudo, é que é a primeira vez que o digo abertamente. A vida muda e continua. Eu ganhei novos focos, é um facto. Não que a tua partida tenha influenciado esses novos focos, pelo contrário, procurei neles o refúgio que precisava para me manter de pé e continuar na luta pelos meus objectivos. Também é verdade que, apesar de novos focos, o meu desinteresse aumentou e hoje limito-me a fazer o melhor dentro dos mínimos das minhas capacidades máximas. E resulta, porque em momentos que todos pensam que já não vão dar em nada, a surpresa acontece. Outra coisa que resultou bem, é que permitiu-me ser mais honesto comigo próprio. A maior parte das pessoas não gosta é disso, mas prefiro manter-me fiel à minha própria identidade. Obrigado por isso. Só ainda não conheci ninguém que seja digna do lugar que tu deixaste vago, até porque o lugar que tu ocupaste não é um simples lugar. Era o lugar. Aquele mesmo. A vida continua e resta-me, à distância, olhar para ti e ver que estás a dar-te bem na vida e a ser feliz, longe de mim, sem mim. A melhor coisa que fiz? Conhecer-te!

E nisto o tempo passa e eu começo a aborrecer-me de tanto escrever. Canso-me porque de tudo o que queria falar, só falei pela metade e faltou-me o essencial. É um erro comum que cometo. Procurar a perfeição ou tentar ser tão específico quanto possível. Dizer tudo em tão poucas palavras, mas ser tudo em menos acções. Coisas simples. Não é só nisto que falho. Falho em muitas outras coisas, como por exemplo não ser o suficiente para quem é tudo para mim. Não é que eu me esforce, porque o nosso melhor não deve ser forçado a sair, deve ser algo natural. Eu é que sou o meu pior inimigo e penso que podia sempre dar mais um bocadinho, seja na escrita, na música, nas pessoas. Aquele bocadinho mais. Um dia vou pegar nestes três bocados de nada e fazer deles um tudo. Talvez ainda hoje ou talvez só amanhã. Um dia em que não me aborreça. E isto é uma das muitas razões pela qual me fazes falta. Porque quando eu estava em baixo, tu estavas lá. Quando eu estava lá em cima, tu continuavas lá. No meu melhor e no meu pior. Quando eu me aborrecia, tu davas a volta e davas-me uma nova motivação, até porque não havia melhor motivação que o teu sorriso. A minha maior falha? A incapacidade de não me aborrecer. O meu pior defeito? A incessante procura por mais. A pior coisa que fiz? Perder-te. E perder-me.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Afinal, as pessoas mudam

Durante anos, tive como ideia que as pessoas não mudavam, apenas se revelavam. Não vi tal como verdade absoluta, mas as circunstâncias da vida assim me levavam a acreditar que o Eu interior de cada um poderia simplesmente ser ocultado por tanto tempo quanto a pessoa assim o quisesse, se assim o soubesse fazer. Em algumas pessoas é fácil perceber que aquilo que demonstram ser é diferente daquilo que realmente são, noutras nem por isso. Parte de toda uma predesposição de todos os intervenientes. Outro dos motivos que me levava a pensar assim era pelo simples facto de eu próprio não demonstrar aquilo que realmente era, tendência que ainda continua, mas como forma de auto-defesa. Porém, alguns acontecimentos fizeram-me repensar nessa minha forma de ver as pessoas e o mundo. As ciências sociais levaram-me a um momento de introspecção que se aprofundou com o desenrolar de alguns acontecimentos. Bastava-me ter olhado para a minha própria vida em retrospectiva para perceber que ambas as visões (a mudança e o revelar do ego) podem coexistir em sociedade.

Auguste Comte, desenvolveu na Sociologia, a lei dos três estágios. Essa lei, com o Positivismo como pano de fundo, resume-se como essencial para a evolução do indivíduo. Isto implica que, na soma de todas as aprendizagens e explicações, o indivíduo muda a sua forma de ser. A questão aqui será mesmo qual o impacto que acontecimentos positivos poderão ter junto do indivíduo e se serão mais fortes esses impactos via situações negativas. No meu caso específico, aprendi mais nos momentos negativos que nos positivos. Recordo-me de me dizerem que eu tinha tendências para vir a ser uma pessoa negativa, fechada, fria. Algo que acabou por acontecer e motivo pelo qual eu considerava mais correcto as pessoas revelarem-se do que mudarem. No entanto, tornei-me uma pessoa diferente, muito diferente e atestei isso durante estes últimos meses. Privado de pessoas importantes, acabei por mudar a minha forma de ver o mundo. Se por um lado continuo a mesma pessoa, por outro, já não sou a mesma pessoa que era. Recuperei certos aspectos que fui deixando para trás, mas perdi talvez aquele que considerava ser o meu maior handicap. Em vez de me agonizar com os meus problemas, aprendi a aceitá-los e a viver com eles, com um sorriso estampado na cara. Até porque certos problemas vão acompanhar-me para todo o sempre e, por isso, é preferível saber lidar com eles a deixar-me ser vencido por eles. Nesse aspecto, eu mudei.

Atente-se que não pretendo aqui enunciar um leque de aspectos que eu tenha mudado em mim próprio. Penso que a melhor mudança é mesmo o aceitar de que estava errado naquilo que considerava ser o mais correcto. Sim, as pessoas mudam e eu vou continuar a mudar sempre que achar que isso me fará ser uma melhor pessoa. No entanto, as pessoas também se revelam, pois muitas tentam passar uma imagem completamente diferente daquilo que realmente são. Tenha eu o discernimento de as saber ler e interpretar, para que não volte a ser apanhado desprevenido.

No final do dia, por muito que eu tenha mudado, vou continuar a tentar extrair o melhor de cada pessoa que passe e que se deixe tocar por mim. Afinal de contas, nós só precisamos de um ligeiro impulso para nos tornarmos pessoas melhores. Só que alguns de nós perdem esse impulso. Eu perdi o meu, mas decidi que não me mudaria para uma pessoa pior. Decidi que iria mudar para ser alguém melhor, revelando um pouco mais daquilo que realmente sou. É tudo uma questão de atitude.

sábado, 12 de março de 2016

16 em 3 (Parte 3) - O Último

Parte 1                                                                                                                                                                 Parte 2






E assim termina esta sequência de 16 músicas. Exceptuando as três últimas músicas deste post e a primeira música do primeiro post, todas as outras estão por ordem aleatória. Espero que tenham gostado.


16 em 3 (parte 2)

Parte 1                                                                                                                                                                 Parte 3







16 em 3 (parte 1)

16 músicas em 3 posts, mas os números em si têm outro significado. Assim como cada música tem o seu significado. Ao contrário do que é costume, onde há história e banda sonora, aqui fica a banda sonora de uma história que não se desenhou nem escreveu. Apenas aconteceu. As músicas não seguem uma ordem específica.
Parte 2                                                                                                                                                                 Parte 3









sábado, 30 de janeiro de 2016

Finda a Minha Vida

Procuro encontrar-me num caminho
Que fuja aquilo a que chamam destino
Sinto no fundo da minha alma
A esperança e calma que me acompanham
Num dia em que a chuva cai e o dia passa

Nunca, jamais, em momento algum
Deixarei que me consumam por dentro
O arrependimento que um dia se apoderou de mim
Desvanecerá no dia em que chegar o meu fim

O colapso nunca será a minha solução
Por muito que a razão sucumba ao coração
Os passos dados nesse sentido destrutivo
Apenas fazem de mim um mero aprendiz
Daquilo que muitos podem considerar um ser vivo

Oh, a minha amada
A razão pela qual desembenho a espada
Nunca saberá qual a minha verdadeira essência
A ignorância consegue mesmo ser uma benção
Evitando que males maiores aconteçam

É por isso que me fecho ao culto
No silêncio que em vida procuro
Igual ao silêncio que terei no meu túmulo
Onde posso apreciar os meus pensamentos
Que tantas voltas dão entre os sentires e os medos

Eu possuo apenas e só uma única certeza
Nasci com um propósito e uma sentença
Se pudesse moldar essa crença
Essa fé que tanto procuram na minha fraqueza
Seria narcisista até depois do meu Fado alcançado

Está cada vez mais próximo
Sinto-o sussurrar ao meus ouvidos de forma gélida
Numa alma já de si efémera
Nas minhas entranhas sinto o vazio
Na minha solidão encontro-me comigo

Basta! Chega de viver com ilusões
A realidade, besta sem escrúpulos
Pensa que me vence em todas as ocasiões
Mas o verdadeiro mágico guarda sempre o melhor truque para a saída
Rufem os tambores! Galvanizem-se amigos e inimigos
Hoje dou por terminada a minha existência! Finda a minha vida!




sábado, 23 de janeiro de 2016

Eu e a Escrita

« A vida dá muitas voltas? Então eu darei quantas voltas forem precisas até acertar na saída! »

Por vezes questiono-me sobre tudo o que acontece no meu quotidiano e na vida daqueles que me são próximos. Nem sempre é fácil perceber os motivos de uma decisão ou de um acontecimento. Só que a vida, tal como uma roda, gira até que chega a altura de parar. E ali fica, num estado sem qualquer tipo de cinética até que volta a girar, partindo para outros destinos, para outras rotas. São pequenos detalhes que nos preenchem e nos moldam como pessoas. Porém, o caminho é um autêntico mistério. Uns escapam com pequenas mazelas que são curadas pelo tempo, outros, ficam com essas marcas para todo um sempre e isso afecta a forma como continua a girar. O segredo para continuar está na força, na dedicação, no empenho.

Recentemente, numa conversa, questionei-me sobre algo que se tem vindo a vincar cada vez mais com o passar dos anos. Trata-se de algo tão simples que se define numa só palavra "desabafo". Um pouco à imagem do que tenho digitado neste espaço de forma irregular, mas suficiente para as voltas que o meu pensamento dá. Nem tudo são desabafos, mas todos os escritores têm o dom de, mesmo no seu conto mais fantástico, deixar um pouco de si, um traço seu, da sua personalidade ou de algum acontecimento da sua vida e até mesmo fantasias que nasceram na sua própria cabeça. Dizia-me uma pessoa:
«...e acho que a tua escrita é para substituir o que contavas se estivéssemos a falar desabafas para te sentires bem , ao invés de pedires opiniões a outros sobre o que se está a passar...»
Sim, é verdade. Muitas das vezes é para isto mesmo que serve a minha escrita. Hoje não será excepção e o texto será mais longo por isso. Só que há um senão nisto tudo.Tal como disse anteriormente, recentemente questionei-me sobre estes desabafos. Se eu os fizer, serei um fraco a tentar passar por coitadinho. Se eu não o faço, estou a ser uma pessoa que se arma em forte. Portanto, devo eu falar ou não? Eu digo que sim e apenas isso me interessa. Desta linha para baixo, deixo a ressalva; lê quem quer. Aqui, ficará exposto muito da minha vida pessoal da forma mais crua possível.

Há algum tempo atrás, fui apanhado nas teias da depressão. Tinha 15 primaveras quando tudo começou, atingindo o pico aos 16. Já tinha sido alertado para a possibilidade de me tornar uma pessoa negativa, nunca pensei que fosse desta forma. Assim foi. Só aos 18 anos comecei a ter acompanhamento profissional, felizmente, sem recurso a medicação. Se mudei algum aspecto da minha personalidade, foi a minha forma de demonstrar o que  sentia e aprendi a disfarçar o que estava mal. Fechei-me cada vez mais e parcas foram as vezes que desabafei sobre algum assunto. Nem mesmo quando a minha única relação que tive nessa fase terminou, eu fiz questão de dizer o que estava mal. Um aspecto que não mudei, foi a forma como dei a mão a todos os que precisavam. Muitos foram aqueles que decidiram esquecer-se da minha existência, ajudando a cimentar um vazio que crescia em mim. Conheci algumas pessoas fantásticas pelo meio, não muitas e todas elas continuam na minha vida. No entanto, sempre andei aos altos e baixos e apenas uma pessoa reparou nisso. Tentou ajudar-me até ao dia em que eu cometi o erro de dizer coisas que não sentia nem queria. Curiosamente, já tinha mergulhado novamente nesse mar depressivo, levando-me a cometer erros, a criar ilusões...foi como se tudo se repetisse, mas de uma forma mais desperta, mais real. O resultado foi ter perdido essa única pessoa, que me levou a fechar em copas. Tentei por tudo afastar as pessoas de mim e não consegui. Quanto mais afastava as pessoas, mais elas se aproximaram.

Eu estou bem, acreditam? Estou animado com os desafios que tenho pela frente, mesmo que não retire nenhum tipo de prazer da maioria das coisas que faço e gosto. Só que tenho esta "maldição" que me acompanhará até ao dia em que alguém batalhe lado a lado comigo e que me dê no silêncio de um abraço o conforto que eu procuro no meio dos ruídos que vão na minha cabeça. Claro, não pode ser um alguém qualquer. A outra hipótese, será ter estes altos e baixos até ao dia em que deite o meu último suspiro. Seja qual for, tudo isto fez-me ser a pessoa que dá tudo pelos outros e que não deixa ninguém para trás. Fez-me ser a pessoa que se cala e que observa.

Repito: não pretendo ser visto como um coitadinho. Muito menos espero que pensem que estou à procura de atenção como muitos vão pensar. Tudo o que procuro é algo tão simples como dar a entender a algumas pessoas aquilo que eu sou, talvez dar uma nova perspectiva aos textos aqui escritos até agora. Não contei tudo e havia muito mais para contar. Por agora, deixo apenas a minha vontade em querer ajudar tudo e todos, mesmo que eu não seja um Super-Homem, mesmo podendo eu quebrar. Porque o meu único desejo, o meu único pedido, resume-se a 6 palavras que oiço com tanta frequência e que ecoam na minha cabeça:
« Façam o favor de ser felizes » 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Gostava de passar o dia contigo

Faço das tuas palavras para mim, as minhas palavras para ti.
Eu sei que não sou o melhor. Sei que a maior parte das vezes sou chato ao ponto de te irritares comigo. Pior, sei que às vezes digo coisas que nem sequer devia dizer. Não sou a presença que tu precisas e queres, muito menos a presença que tu desejas. Eu sou apenas isto, este nada, este pouco que durante algum tempo soube ser minimamente bom. Muitas vezes, faltam-me as palavras para te demonstrar o que realmente quero. É por isso que te escrevo estas palavras, de forma mais livre, talvez consiga fazer aqui o que não tenho conseguido fazer quando falamos.
Por vezes não meto conversa contigo, com medo de ser um incómodo, mas sei que a tua vida tem andado um turbilhão de emoções que tu pareces não entender. Eu quero ajudar-te, não me canso de dizer-te que me preocupo contigo e que farei tudo para tomar conta de ti enquanto tu me deixares ser parte da tua vida. Acreditas se eu te disser que estou com medo de te perder? Eu vivo com esse medo, tenho medo que depois de leres isto, que eu te perca. Este medo faz-me cometer erros e faz-me pensar que até quando te estou a fazer bem e não o dizes, que eu estou a errar e que te perco mais um bocadinho. É por isso que te peço desculpa tantas e tantas vezes, mais do que aquelas que devia.

Deve cansar-te leres tudo isto, todas estas coisas, vezes e vezes sem conta, mas eu não sei o que dizer para que sintas o que digo. O que eu sinto? Sinto medo e às vezes sinto-me perdido. Espero que um dia consiga fazer com que eu te diga "e lembras-te daquela fase...?" e tu sorrias, no teu jeito tão único e me respondas chamando-me parvo. Eu serei sempre parvo, mas acima disso tudo, sempre irei gostar de ti e sempre tentarei dar-te mais um bocadinho. Vou preocupar-me contigo para o resto da minha vida independentemente do rumo que as coisas tomem. Eu gostava de passar o dia contigo, tanto quanto tu gostavas de o passar comigo. Assim como gostava de poder continuar a ser parte da tua vida, todos os dias. Gostava de te poder abraçar todos os dias, mesmo quando tu não precisas, mas principalmente quando precisas e não dizes nada. Porque o teu silêncio dá cabo de mim.

Sabes o medo que tu tens de me perder? Eu também o tenho. Não de me perder a mim, mas de te perder a ti.

'Cause I can't breathe without you near,
You keep me safe. You keep me sane. You keep me honest. You keep me alive!